sexta-feira, 16 de julho de 2010

Meu animal é gente!



Não se nasce gente, torna-se gente. “Tenha modos, menina, tome juízo. Não perca a cabeça, seja obediente. Amadureça!”. Crescemos ouvindo conselhos sobre como fazer o nosso animal ser gente. À medida que envelhecemos, somos cada vez menos animal e cada vez mais gente. Aprendemos a domar os instintos, racionalizar os sentimentos.
Um bebê só sente. Chora quando quer comer. Sorri quando sente cócegas. Faz cocô e xixi quando dá vontade. Berra quando sente dor. Já um adulto pode muito bem sorrir quando sente dor. E chorar quando está feliz. Fingir que sente. Ou que não sente. Isso é o que chamam amadurecer. É conseguir esfriar o sangue quando ele esquenta. Engolir o choro e segurar as merdas dentro da gente até o momento apropriado. É ser adequado. É ser agradável. Mesmo quando por dentro nos sentimos um lixo. Será que ser gente é ser menos coerente entre o que sentimos e o que pensamos para atingir um objetivo?

Até que chega um ponto na vida que, de repente, você sente que não se conhece. Você fica confusa. O mantra “seja você” fica martelando na sua cabeça, batendo de frente com o velho “tenha juízo”. Afinal, quem sou eu, o que desejo? Então, você bebe, faz dança de salão para se soltar, aula de ioga para se conectar com o eu interior, terapia para se questionar. Uma busca enlouquecida pelo lado animal, que ficou escondido e só escapa de vez em quando, quando não se quer, te deixando espantada com suas próprias atitudes tão, tão... inadequadas. Você se estranha. E surta porque não aceita que também é animal e a natureza é mais poderosa do que você.

Observo a minha cachorra. Ela fica na dela quando está cansada, mesmo quando eu estou carente e imploro por um carinho. Quando é o contrário, ela, por sua vez, não tem pudores de pedir carinho quando eu estou cansada sem o menor pique para sair do sofá. Não faz nada para me agradar, a não ser quando quer comida. Interesseira? Não, transparente. Ela não blefa, não seduz, não planeja, não tem estratégia. Nela eu confio.

Pois é, as pessoas geralmente amam animais, mas reprimem o seu animal interior e desgostam de quem o escancara. São cavalos, não têm inteligência emocional, descompensados. Mas, afinal, os equilibrados, maduros e espertos, na verdade só são tão gente pra conseguir o que há de mais animalesco – sexo. Sexo como símbolo de carinho, de amor, de recompensa. Como os animais. No fundo, somos todos iguais, seres humanos ou cachorros

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A VOZ DO POVO...



Para qualquer coisa que você queira acreditar, existe uma frase feita, que algum grego, romano, filósofo ou monge disse trocentos anos atrás. Elas vivem por aí, reproduzidas em livros de autoajuda, adornando mensagens de msn, de orkut, de facebook, de twitter, na boca do povo. Mas o fato de tantos sábios já terem feito afirmações tão conflitantes entre si, em vez de me consolar, me confunde e me deixa descrente de tudo.

Já ouvi dizer que “no fim tudo acaba bem, se não está bem, é que não é o fim”. Como também existe a célebre “tudo sempre pode piorar”. E aí? Qual delas é a verdade? Já escutei por aí que “só existem versões, a verdade não existe”. Como também já me disseram que o que vale é a “verdade de cada um”.

Quando algo inesperado acontece, tem sempre alguém que diz “não era pra ser...” na tentativa de te consolar. Mas logo penso na “No hay camino, el camino se hace”. Ai, meu Deus do céu... Tá escrito ou eu que escrevo? Assim não dá, poxa!

No final, é tudo poesia. Na prática, a gente vai levando do jeito que dá, se fiando no mais fácil, se agarrando à crença que nos deixa mais confiantes e felizes.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

ANDAR COM FÉ...


Sempre acreditei que toda vez que a gente entra numa igreja pela primeira vez, vê uma estrela cadente ou amarra no pulso uma fitinha de Nosso Senhor do Bonfim, pode fazer um pedido. Ou três. Sempre faço. Quando são três, em geral, esqueço dois. Um nunca esqueci. Um sempre pedi: amor.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Madonna - Cherish (Video)

Em um sentido um pouco menos literal , na minha interpretação pessoal, "cherish" é um amor diferente, é um sentimento de afeto daqueles.... tipo uma coisa que não sai da cabeça porque você não pode tirar do coração.

Música que diz tudo:

Em um sentido um pouco menos literal , na minha interpretação pessoal, "cherish" é um amor diferente, é um sentimento de afeto daqueles.... tipo uma coisa que não sai da cabeça porque você não pode tirar do coração.

Música que diz tudo:

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O AMOR...


"Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referências. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo o que o amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generoso têm, às pencas, bons motoristas e bom pais de família, ta assim, ó. Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é''
(Arnaldo Jabor)

E quanto mais clichê esse tipo de texto pode parecer, mais verdadeiro ele é. Se tudo fosse tão simples e matemático as pessoas magras, com dentes brancos, bons ouvintes e bem educadas estariam sempre acompanhadas e bem relacionadas com as pessoas escolhidas.
Mas o que importa nessa vida é a forma errada de fazer a coisa certa.
Não importa se a gente se conheceu na balada, não importa se a gente ficou com um amigo dele (ou com mais de um), não importa os erros do passado, a forma como ele tem um estilo diferente do meu. Não importa a música preferida e nem os defeitos de comportamento.
Importa o que ele me faz sentir. Como eu me sinto com ele.
Importam as expectativas. Importa o amor e a dedicação que a gente quer ter um com o outro. Importa olho no olha, mão na mão, boca na boca.
Importa o que tem dentro do coração.

P.S: Tô romântica não?

segunda-feira, 5 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

NÃO EH UMA PENA..


Noutro dia, disse a uma amiga que a gente sabe quando será a última vez que vemos alguém. Não sei qto a vcs. Mas eu sempre soube escutar o silêncio do adeus iminente. Ele acontece num carinho diferente, num abraço ou numa simples frase: "que bom que a gente proporcionou prazer um ao outro". Poderia passar batido. Poderia soar como algo romântico. Mas não foi. No fundo, eu sabia o que aquilo muito provavelmente queria dizer. Podia ser inconsciente. Mas era uma manifestação. Seja ela qual fosse. Simples. Era.
Nas últimas vezes que nos falamos a despedida estava latente e não nos proporcionamos o tal prazer. Apenas o de jogar conversa fora. Mas não era mais a mesma coisa. Existe uma confluência quando a gte quer muito o outro. Mas quando já nao desejamos mais aquilo que pensamos desejar durante tanto tempo, surgem as questões. E a questão pra mim já era o que eu estava fazendo ali. Por que ainda estava jogando uma partida perdida.
Dali a dias, aconteceria o game over.
Provoquei uma resposta que não veio objetivamente. Mas, nas entrelinhas a ouvi. E por mais estranho que pareça, junto veio um alívio. Agora é 100% não. Mas 100% sim.
Nas últimos semanas me diverti muito. Tive dezenas de boas tardes de sexo, que por incrivel que pareça fora intensas. Chegamos a fazer planos para concretizar isso tudo. Pensamos muito em muitas coisas, em planos para um futuro. Quando, na verdade, eu sabia que nem havia presente.
O passado, no entanto, foi bom. Mas me sinto liberta de alguma forma. Liberta da necessidade de ter alguém pra conversar segredos. Liberta do SE. Pq SE é uma tormenta lenta, um maremoto que chega sorrateiro e nunca vai embora. SE é um talvez sem chance de sim. Entoa, pra nao ser exato, pq ser inóquo?
Este não é um texto de mágoa. Mas de constatação. Não é de desilusão. Mas de reprogramação. Quero um tempo só meu. Só pra mim. Me sinto num renascer. Com um profundo amor por mim e pelas coisas que conquistei e pela pessoa que me tornei. Não quero virar as costas pra mim e pras coisas que sinto. Mas tb não sei se quero abrir a guarda tao cedo outra vez. Um dia de cada vez. Um só por hoje para as coisas que não estao legais. Os doze passos pra felicidade plena. E um adeus sincero ao que já não faz parte da vontade.
Que a próxima última vez seja pra recomeçar do ponto de partida. Agora me sinta plena co quem amo. Tudo o que foi, mesmo sem ter sido tudo, foi válido.
Acabou.
Mas não é uma pena.

terça-feira, 29 de junho de 2010

A LOIRA DO BANHEIRO


Além de filmes de terror, minha infância foi assombrada por brincadeiras e histórias sinistras que as crianças insistem em cultivar. Sei de duas, em especial, que sofreram alguma espécie de intercâmbio entre a molecada do país inteiro e hoje marmanjos COM MAIS DE 30 anos de vários lugares do Brasil são capazes de lembrar alguma versão de ambas.

A mais famosa lenda é da Mulher do Banheiro, ou Loira do Banheiro, que foi como conheci. Trata-se sempre de uma criatura do sexo feminino que ataca crianças no banheiro. Lembro perfeitamente do dia em que uma das versões chegou à nossa escola. Eu tinha sete anos e um pequeno imbecil contou de uma moça que havia sido soterrada no banheiro de uma escola, após um desabamento. E porque seu corpo nunca havia sido encontrado, ela carregava a maldição de matar meninas (essa história era na medida para assustar garotinhas) enquanto as coitadas faziam seu tranqüilo xixi. Ela poderia aparecer sem nenhum convite ou respondendo a um complexo processo de chamado: era preciso dar três descargas, seguidas de três gritos e três pancadas na porta. Não riam, na minha cabecinha de passarinho isso fazia um super sentido.

Daí que na escola, com outras meninas, eu quase não tinha medo. Quase. A gente testava o processo de chamar a Loira just for fun e, por via das dúvidas, só usávamos o banheiro em grupo. Mas em casa… vocês não tem idéia do meu sufoco. Eu segurava o xixi até quase não suportar mais, e arrastava minha irmã mais velha para o banheiro por anos para não ficar sozinha. Fazia o xixi mais rápido da história do universo e NÃO dava descarga nem por decreto: vai que a Loira se confundia e achava que eu tinha dado três, ao invés de uma única descarga?

Por anos isso me amedrontou. Juro que tentava racionalizar coisas tipo ‘como ela respira dentro da privada?’, mas gente, eu tinha SETE ANOS! Era tenso, muito muito tenso.

Outra brincadeirinha TOSCA era a do copo. Numa mesa, dispunhas todas as letras do alfabeto em círculo e mais dois cartões escritos ‘sim’ e ‘não’, com um copo cheio d’água ao centro disso tudo. Aí rezava-se não sei quantos padres-nossos e teoricamente um espírito baixava no copo. Ele responderia às perguntas movimentando-se sozinho em direção às letras e aos cartões ‘sim’ e ‘não’. Lembro de ter começado essa brincadeira várias vezes, mas a gente nunca conseguia que nenhum espírito aparecesse. Realmente assustador era ouvir as histórias que todo mundo contava, sobre casas amaldiçoadas para todo o sempre por espíritos que apareciam em brincadeiras do copo e gente misteriosamente morta com cacos de vidro depois de tocar o copo numa dessas sessões. Eu ficava dias sem dormir direito, sonhando com espíritos e copos que se movimentavam sozinhos. Pior: por muito tempo tive verdadeira aversão a copos de vidro e fazia o possível e o impossível para usar só os de plástico.

Essa mesma brincadeira tinha uma alternativa que poderia feita durante a aula, em plena escola: no lugar do copo, usávamos um compasso segurado por dois colegas. E, apoiado numa folha com todas as letras e os tradicionais ‘sim’ e ‘não’, ele também seria possuído por um espírito depois de rezar não sei quanto de não sei o que. Várias foram as professoras que nos flagravam em plena atividade com o compasso e davam mais corda na história, contando de ‘casos pessoais’ que tinham ainda mais credibilidade que os nossos – afinal, elas eram professoras!

É porque Hollywood ainda não descobriu as histórias terríveis dos petizes brasileiros, porque valiam muito um filme. Mas eu garanto que não assistiria.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

SE EU TIVESSE NASCIDO...


Se eu tivesse nascido...

...no Egito Antigo, teria sido RP da Cléo(patra)

...na Grécia Antiga, teria sido uma ninfa

...na Roma Antiga, teria sido amiga de Maria Madalena

...na Idade Média, teria sido bruxa e morrido queimada

...no Renascimento, teria sido uma atriz rechonchuda que teria posado para Botticelli

...no Iluminismo, teria sido a secretária de Adam Smith e anotado suas idéias para A Riqueza das Nações

...na Revolução Industrial, teria sido uma operária agitadora contra as péssimas condições de trabalho

...no começo do século XX, teria sido uma comunista maleta e feminista. Ou o oposto: uma dançarina de cabaré

...nos anos 50, teria sido uma menina que sonhava com os Beatles e que teria se recusado a casar

Mas como eu nasci em 1979, vim ao mundo com a liberdade pela qual as mulheres que vieram antes de mim tanto lutaram. Moças da minha geração não conseguem entender, por exemplo, porque Leila Diniz causou tanto furor com seu barrigão na praia – como já escreveu a amiga Divorciada. Simplesmente não faz sentido. Claro que o mundo ainda deve muito às mulheres. Temos muito pelo que brigar. Mas nem se compara a vida que temos hoje com a que nossas avós tiveram.

Eu nasci no final da ditadura, sou filha de pai-famoso-rico. Por causa desse histórico e de mais alguns "defeitos" de criação, virei uma "discursadora". Sou mister em defender o amor livre, a opção sexual, em desconfiar da monogamia extrema e em condenar o modelo de casamento que nossos pais nos deixaram.

Mas na real, na real meeesmo – apesar de toda a liberdade que me cabe - sou é uma pacata cidadã, respeitada que ganha 4 mil cruzeiros por mês. Vou ser esposa dedicada, dona de casa exemplar, lavar louça, fazer comidinha, supermercado duas vezes por semana. Gosto de tudo limpinho (descobri até que tenho TOC). E vou a-do-rar essa vida!

Por que eu acho que teria sido essas mulheres todas aí acima se, hoje, nesse mundo solto que Deus me deu (na verdade, que as mulheres me deram), sou mesmo é uma mulherzinha de trinta para lá de comum?

Será que, no fundo, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

NATHALIA ...


Ela me lembra gargalhadas. Deita ao meu lado e me abraça o pescoço com as duas mãos. Agora deu pra ser metida a artista. É só fechar os olhos e sinto seu cheiro. Aqueles olhinhos de ternura, brilhantes, curiosos e vorazes. Deu pra dizer que quer ser bailarina. Vê se pode. Acha que sou super-heroína e me chama de tia amiga com uma intimidade cortante. Quer me acompanhar. Me mostra sua biblioteca particular e me pergunta sobre coisas que não sei dizer. Invento umas mirabolâncias e ele acha tudo incrível. Anda preocupada porque está falando errado. Mas o inglês pronunciado precariamente é tão bonito. Sinto dor no peito ao ver o pé dela crescer. Já não consigo pegá-la no colo. Mas continuamos jogando almofadas no chão, edredom e cabana. Leio as histórias de Princesa. Inventamos música. Criamos receita. Nunca imaginei que poderia ser a melhor companheira que terei ao longo da estrada. Vê-la criar asas me causa comoção e me emociona. Mas dá medo. Às vezes a levo pra escola e nos perdemos no volume alto da musica cantada por nós, nos divertimos e não sentimos o trânsito. Em saber que o mundo tá aí e que ela vai se servir dele. Em posições opostas. Força motriz que desafia o vento. É bom contar-lhe histórias. Deu de ficar roendo unha enquanto assiste TV. Assistimos juntas a filmes e é minha fã enquanto danço a música do Panda. Ela me dá saudade da infância com suas conclusões definitivas. Suas palavras inventadas no seu glossário particular. Cuble em vez de clube. Tesse em vez de tivesse. Calina em vez de Carolina. Aligenina em vez de alienígena... A cada segundo amo mais. E talvez seja o único amor sincero que sinto hoje em dia. Em via de mão dupla. Estivemos revendo Partimpim esse fds. E descubro, vejam só, que a música preferida dela não é mais ligliglé. Agora gosta de Poeta aprendiz. De Vinícius. É ou não é pra amar incondicionalmente.

Para Nathalia, com todo o amor que existe no coração torto da Tia Ro

quarta-feira, 23 de junho de 2010

RECOMENDAÇÃO DO MINISTRO DA SAÚDE !!!



Recebi esse email e achei de utilidade pública postar aqui, kkkk

"Com a recomendação do ministro da Saúde que indica fazer sexo 5 vezes por semana para se manter saudável, fiquei com algumas dúvidas. Alguém pode me esclarecer?

- Os Planos de Saúde irão cobrir esse tipo de tratamento?

- Posso abater gastos com motel, bordel e sex shop do meu imposto de renda?

- Posso justificar faltas no trabalho com recibo de motel alegando que estava me tratando?

- Será preciso receita médica para comprar filme pornô?

- Monogamia não coloca a saúde em risco?

- Masturbação é automedicação?

- Suruba é saúde coletiva?

- Swing não é mudança de tratamento?

- Voyeurismo não é tratamento assistido?

- Travesti é medicamento genérico?

- Obsessão sexual não é hipocondria?

- Posso considerar poligamia como um tipo de tratamento médico?

- Doença venérea é um tipo de efeito colateral?

- Fazer uma? DP? ou ménage à trois? significa aumentar a dose da medicação recomendada?

- Boneca inflável é placebo?

- Vibrador elétrico é um equipamento usado para tratamento de choque?

- Posso ser processado por prática ilegal da medicina se eu convidar uma mulher para um programa?

- Stripers podem ser consideradas profissionais da saúde?

- SUS significa Saúde Urge Sexo?

- A expressão "Gozar de boa saúde" significa isso que estou pensando?

- Os hospitais públicos e postos de saúde serão obrigados a contratar profissionais do "séquiço"?

- Bordéis precisam ter um médico de plantão?

- O que meu dentista quis dizer quanto recomendou manter em dia minha saúde oral?

- Políticos não deveriam ter saúde de ferro por viverem fudendo o povo?

Quem souber, me mande as respostas com urgência!!

terça-feira, 22 de junho de 2010

NUNCA...



Nunca fomos ao cinema.
Não conheço seu cão.
Você nunca me viu chorar.
Nunca vi você dirigir.
Me lembro bem da primeira vez em que não viajamos.
Não fomos jantar.
Não conheço seus amigos.
Você nunca me viu irada.
Nunca vi sua letra.
Me lembro da primeira vez em que não fomos à praia.
Não fomos ao show.
Não conheço seus discos.
Você nunca me viu triste.
Nunca vi você trabalhar.
Me lembro da primeira vez em que não passeamos.
Não fomos à festa.
Não conheço sua família.
Você nunca me viu cozinhar.
Nunca vi você ler.
Me lembro da primeira vez em que não nos vimos.
Não fomos dançar.
Não conheço seu passado.
Você nunca me viu refletir.
Nunca vi você relaxar.
Me lembro da primeira vez em que não falamos de futuro.
Nunca fomos um.
Não conheço seu presente.
Você nunca me viu ao seu lado.
Nunva vi você querer.
Me lembro da primeira vez em que não fomos nada.
Só não me lembro de ter querido ser dois.
Um em cada canto.
Você sem você.
Eu sem você.
Nós sem uma primeira vez.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

ELE NÃO LIGA?


Se ele se interessou, ele liga !!!! É isso mesmo, quando o cara quer, não tem projeto importante, morte da tia ou trânsito maluco que o impeça de te convidar pra sair.

2) Passou uma semana sem ouvir notícias dele
? Esquece, parte para outra! Ligar para saber se tá tudo bem, nem pensar! Homem que tá perdido merece ser encontrado morto no apartamento, e pelo zelador do prédio, porque os vizinhos não agüentam mais o fedor de carniça...

3) Vocês saí ram e ele não ligou mais. Foi porque você deu? Ou foi porque você não deu? Na verdade, pouco importa. Se o que ele estava a fimera de sexo, e rolou, ótimo! Sexo é que nem pizza bom-até-quando-é-ruim, e tal. Mas se você não deu, ele provavelmente não te procurou mais porque achou que ia dar muito trabalho. Ou seja, pare de se atormentar porque transou ou não!!! Duas lições: dar uma de difícil depois de uma certa
idade já era!!! RIDÍCULO é fazer tipinho!!! E além do mais, você vai se arrepender de ter dado e de não ter dado....

4) HOMENS COMPROMETIDOS
- diga não!!! A relação dele tá em crise, péssima, só falta oficializar o fim??? Ótimo! Se ele quiser continuar infeliz, dane-se! Senão, ele termina de uma vez e depois te procura,combinado?

5) Ouviu aquela clássica:
'Vc é boa demais pra mim...' Acredite, amiga! É mesmo!!!' Descarte o cidadão e pare de bancar a Madre Tereza de Calcutá!

6) NÃO TENTE
... Não dá pra namorar um cara pelo qual você não tem um mínimo de admiração.

7)TRAIÇÃO - Não continue com um cara que te chifrou se você não agüentar a onda de ser traída de novo. E olho vivo se ele já foi infiel com outras. A gente sempre acha que com a gente vai ser diferente...ESQUEÇA!

Nunca é!

E NÃO esqueça... A 'FILA ANDA'!!!

'Pior do que nunca achar o homem certo, é viver pra sempre com o homem errado'

sexta-feira, 18 de junho de 2010

CONSTATAÇÕES



Eu gosto de estralar os ossos de meus dedos....
Tirar os brincos quando ponho os pés em casa...
Conversar com minhas plantas, sapatos, imagem refletida no espelho...
Escrever compulsivamente...
Encher o saco da minha amiga e mandar beijinhos depois.
Meu guarda roupa é todo separado por cores...
Andar descalça sempre que posso...
Tirar o sapato no trabalho enquanto meus pés estão escondidinhos...
Olhar O olho da pessoa com que falo.( não nos olhos, o olho mesmo, sabe? A variação das cores, manchas, pupilas)
Comprar adesivos e adesivos para enfeitar compulsivamente minha agenda e cadernos...
Ouvir música a cada 5 segundos livre...
Ler livros, revistas, jornais, bulas, embalagem de xampu...
Fazer caretas pro espelho e rir da minha cara...
Massagear minha nuca mesmo sem dor, icomodo ou tensão...
Ficar de calcinha em casa...
Pular em cima dos meus sobrinhos só pra ouvi-lo dizer que eu sou delicada como um urso...
Andar falando sozinha...
Cada louco com as sua...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

QUERO LEVAR COMIGO SEMPRE ...


Das coisas que vou levar comigo eu decidi fazer uma listinha (acho que não será tão pequena assim) sobre coisas que valem a pena na vida. Então, as primeiras coisas que me vêm à cabeça são:

- Dormir, comer, viajar e fazer qq coisa com meus sobrinhos (Nana, Pedro e Levi)
- Dormir de conchinha com quem amo
- Dormir esparramada na cama de casal sem ninguém pra amar
- Pizza fria, meio emborrachada, com café bem preto
- Coca cola
- Bis
- Rúcula (é, gosto a beça)
- Milkshake de Nutella pra sonhar
- Nina Simone pra chorar
- Barry White pra pirar
- Beatles pra lembrar forever and ever
- John Mayer pra cantar
- Cartola pra inspirar
- Rock rock rock pra dançar até de manhã
- Um pouco de blues pra embalar a ressaca
- Mesa de bar fuleiro com amigos reunidos.
- Meus grandes, muitos e sinceros amigos homens
- Meus grandes, muito pácaraleous e mordazes amigos gays
- Minhas grandes, poucas e sinceras amigas mulheres
- Meus lenços e cachecóis de todas as cores
- Flores de couro
- Meu sofá quentinho
- Meu not velhinho
- Minha coleção de sapatos
- "Bonequinha de Luxo" pra suspirar
- "Nosso amor de ontem" pra cortar os pulsos de vez
- "O poderoso chefão" pra babar
- "Pulp Fiction" pra ser politicamente incorreta
- "Closer" de tempos em tempos pra reciclar
- "Eternal Sunshine" pra lembrar de como sou Clementine
- Todos, absolutamente, todos os filmes de Woody Allen pra ser mais sarcástica e inteligente
- "Alta Fidelidade" pq sou apaixonada por John Cusak e vou casar com ele um dia, rs
- " A cor púrpura" pra não esquecer da infância
- Corinthians, sempre!
- Praia quase sempre
- Chopp sempre sempre sempre
- Sexo bom a toda hora
- Sexo sequencial
- Sexo casual
- Sexo animal
- Sexo verbal
- Clarice Lispector pra fazer-me mulherzinha
- Oscar Wilde para fazer-me irônica
- García Marquez pra fazer-me louca
- Lewis Caroll para fazer-me Rose
- Livros, muuuuuitos, para fazer-me respirar
- Viajar o mundo (um dia nem volto, quem sabe)
- Cinema vazio
- Cinema sozinha
- Ficar sozinha
- Ficar rodeada
- Ficar
- Beijo na boca

quarta-feira, 16 de junho de 2010

AMIZADE FEMININA ...


Por mim resolvia metade das coisas no braço e no fim tudo voltava a ser como era. Sim, nesse ponto, eu sou muito homem.

Em muitos momentos da vida, odiei e odeio ser mulher, passei metade da vida tendo amigos gays ou amigos homens. Muitos de meus amigos verdadeiros têm uma piroca no meio das pernas e apenas quatro, sim eu disse quatro, são mulheres.

E eu estou aqui, indo contra todas as regras "femininas", dizendo que infelizmente as mulheres não têm o espírito de amizade que os homens tem.

Mulher é traíra, mulher adora fofoca, mulher adora alfinetar e remoer picuinhas, mulher não tem memória de peixe e é capaz de lembrar e te jogar na cara que, em 1992 você roubou a tesourinha do Mickey dela, e, que foi por isso que ela espalhou um boato que você comia ranho e roía as unhas dos pés, fazendo a classe toda te odiar por 4 anos letivos seguidos.

Agora, se fosse comigo, a gente ia resolver essa história da tesourinha lá fora, com a classe toda gritando "SANGUE, SANGUE, SANGUE, SANGUE", e, no dia seguinte estaríamos compartilhando nossas bonecas novamente, como se nada tivesse acontecido. É assim que os meninos e os homens fazem e disso, poxa vida, eu realmente morro de inveja.

Lembro que, uma vez, reencontrei um amigo de infância e viramos grudinho por alguns meses. Eu estava de rolo com um amiguinho "gatinho" dele, a vida era bela e a gente via pôneis saltitando todos os dias. Um dia eu fiz uma mini-cagada com o amigo dele (foi uma mini-cagada, eu juro, nada assim tão relevante) e, obviamente em razão da fidelidade masculina eu saí perdendo. Meu amigo de infância, que eu conheci tirando as fraldas deu razão ao outro cara e nem quis escutar minha versão da história. Obviamente somos amigos de novo, homem não tem rancor, ficamos uns meses sem nos falar mas nosso sentimento fraterno falou mais alto. AGORA, SE FOSSE O CONTRÁRIO, MINHA AMIGA... se a gente invertesse essa história, ai ai ai, nem quero pensar!

No mínimo esse assunto ainda estaria rolando, uma difamando a outra de piranha pra baixo e o cara, garanhão, saindo com as duas dividindo-as durante os sete dias da semana. As amigas iriam se odiar pelo resto da vida, apagando todos os momentos maravilhosos que passaram juntas. Até rasgariam fotos: MEL DELS PORQUE ESSA PIRANHA SENTAVA COMIGO NO COLEGIAL? ELA JÁ TINHA CARA DE PIRIGUETE NA QUINTA SÉRIE Ó SÓ.

Nenhuma mulher é capaz de destruir uma amizade masculina, mas quantas amizades femininas já foram destruídas por causa de um homem? Amizades masculinas são infinitamente sólidas, verdadeiras, eu chego até a me arrepiar... agora, mulher, ah, são poucas as mulheres pelas quais eu boto minha mão no fogo. Eu sou uma boneca inflável calejada, cansei de ter amigas que eram amigas na minha frente e, nas minhas costas conseguiam falar tanto mal de mim que eu chegava a ficar com as orelhas ardendo.

Eu não estou pedindo pras mulheres saírem se estapeando na rua, resolvendo literalmente no braço. Estou pedindo mais atitude, mais lealdade, mais sinceridade. Prefiro que minhas amigas me digam uma verdade sincera, ainda que eu morra de dor, do que eu saber por terceiros o que elas acham de mim. E, minha parte, eu faço. Aprendi a falar na cara, ou no mínimo, por e-mail, como me sinto, sem picuinhas com terceiros, sem fofocas, sem dramas. Porque pra mim amizade, é isso.

terça-feira, 15 de junho de 2010

MULHER DE 30


Hoje estou me sentindo livre, leve, e solta... Acordei me achando o máximo, e por isso fiquei 15 minutos me espreguiçando... Me arrumei me achando o máximo, e até vesti meia-calça, sapatilha, vestidinho, super feminina... E continuo me achando o máximo até agora...
Sendo assim, em minha homenagem a à todas aquelas que se sentiram, se sentem ou se sentirão o máximo hoje, resolvi fazer uma reflexão sobre nós, mulheres de 30, 30 e poucos anos....

O que mais as espanta é que, de repente, nós percebemos que já somos balzaquianas. Mas poucas balzacas leram A Mulher de Trinta, de Honoré de Balzac* (eu li, hehe), escrito há mais de 150 anos. Olhe o que ele diz:
'Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer'.
Madame Bovary, outra francesa trintona, era tão maravilhosa que seu criador chegou a dizer diante dos tribunais: 'Madame Bovary c'est moi'. E a Marilyn Monroe, que fez tudo aquilo entre 30 e 40?
Mas voltemos a nós mulheres de 30, brasileiras-tropicanas, aquelas que podemos encontrar na frente das escolas pegando os filhos ou num balcão de bar bebendo um chope sozinha. Sim, nós mulheres de 30 bebemos. A mulher de 30 é morena. Quando resolve fazer a besteira de tingir os cabelos de amarelo-hebe passa, automaticamente, a ter 40. E o que mais encanta nas de 30 é que parece que nunca vamos perder aquele jeitinho que trouxemos dos 20. Mas, para isso, como nos preocupamos com a barriguinha!
A mulher de 30 está para se separar. Ou já se separou. São raras as mulheres que passam por esta faixa sem terminar um casamento. Em compensação, ainda antes dos 40 elas arrumam o segundo e definitivo.
A grande maioria tem dois filhos. Geralmente um casal. As que ainda não tiveram filhos se tornam um perigo, quando estão ali pelos 35. Periga pegarem o primeiro quarentão que encontrarem pela frente. Elas querem casar.
Elas talvez não saibam, mas são as mais bonitas das mulheres. Acho até que a idade mínima para concurso de miss deveria ser 30 anos. Desfilamos como gazelas, embora eu nunca tenha visto uma (gazela). Sorrimos com o olhar claro. Geralmente usamos cabelos longos e ondulados e ficamos todo momento jogando as melenas para trás... Somos perversas, hehe. . E eu pergunto: existe algo mais excitante do que uma executiva de 30 anos, de ternnho?? E mulher de 30 guiando jipe? Covardia. Mulher de 30 ainda não fez plástica. Não precisa. Estamos com tudo em cima. Nós, ao contrário das de 20, nunca ficamos. Quando resolvemos, vamos pra valer. Fazemos sexo como se fosse a última vez. Mordemos, gritamos e suamos como ninguém. Não fingimos. Matamos o homem, tenha ele 20 ou 50. Mas o que mais me encanta em nós, mulheres de 30 é a independência.Nossas casas têm ainda um frescor das de 20 e a maturidade das de 40. Adoramos flores e um cachorrinho pequeno. Curtimos janelas abertas. Sabemos escolher um travesseiro. E amamos quem queremos, à hora que queremos e onde queremos. E o mais importante: do jeito que desejamos.
Somos fortes. E não temos pressa pra nada. Sabemos aonde vamos chegar. E sempre chegamos.
Chegam lá atrás, no Balzac: 'A mulher de 30 anos satisfaz tudo'.
Ponto. Para nós."

segunda-feira, 14 de junho de 2010

MINHA CAIXA DE PANDORA ...



Se você encontrasse agora uma caixa com tudo o que deixou guardado desde a juventude, o que estaria lá dentro? É uma pergunta que vem me atormentando há dias. Quantas coisas podem ter sido embaladas pela covardia? Ou ainda, quantas coisas estão lá porque tive coragem de colocá-las ali para que um dia, talvez, fossem finalmente libertadas? Na minha caixa, provavelmente, tem muitos livros que me acompanharam. Diários de um tempo em que acreditava que folhas secas só caíam no outono, que um amor existia pela vida inteira, que mais tarde as coisas seriam bem mais fáceis. Na minha caixa tem fitas K7 (pra quem não sabe o que é é um dispositivo que guarda as melhores músicas de fossa de sua adolescência) gravadas da FM, do tempo em que o quarto era refúgio de dias ruins. Deve ter por ali aquela fitinha do Senhor do Bonfim que arrebentou, mas cujo desejo jamais se cumpriu, algumas fotos carcomidas, nas quais já não reconheço a ingenuidade daquele olhar, revistas em quadrinhos, bilhetinhos do correio elegante que jamais foram entregues pelo medo da rejeição. No fundo da minha caixa devem estar as cartas longas, profundas e irrascíveis que escrevi pro menino mais bonito da escola, que jamais se virou na minha direção. Como ele deve estar agora? Provavelmente careca, barrigudo e ainda assim não vai se voltar em minha direção... Tem ali tb a ausencia do meu pai na adoslecencia. Só isso pra explicar a minha predileção pelo que vai acabar em qq momento. Mas como tenho medo do que dura pra sempre. Como aquele tênis incrível que ainda tem um dos pés na cx. Guardei pra lembrar como foi andar com liberdade pela primeira vez. Canetas que jamais usei e perderam a tinta, papéis de carta que jamais utilizei para enviar amor, chaveiros que jamais serviram para transportar o chegar e sair, panos que jamais viraram vaidade. Quanta coisa há ali para se lembrar. E esquecer. Se pudesse, o que faria com tudo isso que encontrou? Incinerar? Doar? Restaurar? Será que há restauro para o que ficou enterrado anos? Mas a caixa está ali, na sua frente. Com tudo o que vc quis lembrar e esconder. Que paradoxo é se encontrar consigo mesmo depois de anos de retóricas assumidas e posições radicais. Quem é você, afinal? A poeira daquela caixa ou o que fez após a tampa?

sexta-feira, 11 de junho de 2010

PARA TUDO!



Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a infeliz matriz das Feministas que teve a estúpida idéia de reivindicar direitos de Mulher... Queria saber!!!! POR QUE ela fez isso conosco, que nascemos depois dela??????

Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós... Elas passavam o dia a bordar, trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando as crianças, freqüentando saraus... Enfim, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária.

Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã nem tão pouco de espartilho e contamina várias outras rebeldes inconseqüentes com idéias mirabolantes sobre "vamos conquistar o nosso espaço"! Que espaço, minha filha?

Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo aos seus pés. Detinha o domínio completo sobre os homens, pois eles dependiam de você para comer, vestir, pra tudo!!! Que raio de direitos requerer?

Agora eles estão aí... São homens todos confusos que não sabem mais que papéis desempenharem na sociedade, fugindo de nós como o diabo foge da cruz.

Essa brincadeira de vocês acabou nos enchendo de deveres, isso sim. E nos lançando no calabouço da solteirice aguda. Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernardinho do vôlei - e olhe lá, porque naquela época não existia Bernardinho do vôlei.

POR QUEEEEEE ? Me digam por quê um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o macharedo???

Olha o tamanho do bíceps deles e olha o tamanho do nosso. Tava na cara que isso não ia dar certo!

Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de ajeitar o cabelo, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, que sapatos combinar, que acessórios usar... Tão cansada de ter que disfarçar meu humor, sair sempre correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador com o telefone no ouvido, resolvendo milhões de problemas!!!

E como se não bastasse, ser fiscalizada e cobrada (até por mim mesma) de estar sempre em forma, sem estrias, depilada, sorridente, cheirosa e com as unhas feitas. Sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados e especializações (ufffffffffffffffffff!!!!!!!).

Viramos super mulheres e continuamos a ganhar menos do que eles. Não era muito melhor continuar a fazer tricô na cadeira de balanço?

CHEGAAAAAAA!!! Eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela... e depois ainda me de muito prazer!

E tem mais, quero alguém que chegue do trabalho, sente no meu sofá, coloque os pés para cima e diga: “meu bem, me traz um cafezinho, por favor?”. Descobri que nasci para servir.

Vocês pensam que eu tô ironizando? To falando sério! Estou abdicando do meu posto de mulher moderna. Troco pelo de Amélia. Alguém se Habilita?