sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Férias



Um rede me embalando, uma sesta, uma sombra, uma lua cheia nascendo no mar, eu e meu amor acordando num azul imenso na primeira hora da manhã e a felicidade se instala do meu lado, como cúmplice, divide o tempo comigo e rimos de qualquer bobagem.
A esperança passeia comigo no fim de tarde e catamos conchinhas.
Volto de férias com os olhos acostumados com amplidão, aquele mar sem fim, me tiram do prumo da maneira mais saudável possível.
Volto do mar com o corpo relaxado, sem espaços delimitados, sem obrigações, basta uma semana sem conexão e já sou outra, já brinco na areia, me atiro na onda, sou criança tranquilamente e sou livre.
Volto livre pra cá e logo preciso me acostumar a ter horários, a checar e-mails e respondê-los, a atender celulares, a colocar roupas a mais, a olhar pra atravessar a rua, a prestar atenção, a correr, a pagar contas, tenho que aprender a ter pressa e delimitar a visão.

Por pura necessidade, aprendi um jeito de deixar o corpo continuar em férias por mais tempo: Havaianas e vestidões.

Posso alugar a cabeça e as mãos, mas meus pés e meu corpo permanecendo em férias, tenho garantida esperança e a felicidade sorridentes por mais tempo, até a próxima brisa beira-mar.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

...



E lá fui eu. Vestida de diaba. Era, era sim. Vestido vermelho, ulradecote, saltos, chifres, chicote e maquiagem básica. Éramos três cramulhões, na realidade. Ainda tinha amiga zóio azul e amiga carioca. Era uma festa em alusão ao Dia das Bruxas. E vamocombiná que como a bruxa andava à solta (anda, melhor dizendo) todo cuidado era pouco para não se transformar efetivamene em uma. Chegamos animadas. Lugar começando a encher. Amo festa à fantasia. Pq posso ser quem quiser. E no meu figurino dominarix do inferno, tava adorando as cantadas. Quer dizer. Nem todas.

_ Dá aquela gargalhada que nem filme de terror?
(Oi???)
_ To de diaba. Não de bruxa.
_ Ah, mas vai, gargalha...
(Só se for da sua cara. Prego)
_ Vai ali no bar, vai. Na volta, eu gargalho...

Saí. Fui dar uma volta. Encontrei um barbudinho no bar interno. (Quem me conhece, sabe que tenho queda por aqueles manezinhos com cara de diretor de curta-metragem). Ok, o que vamos beber dessa vez??? O de sempre. Peço meu copo de agua básico. O carinha vai de cerveja. Fudeu, cruzou os olhos. Com os da minha amiga zóio azul. Mas emendou um papinho comigo sobre algo corriqueiro, risadinha. (Sempre tenho uma tirada inteligente e ironica nessas horas e pareço o mais agradável possível. Nada de fazer a blasé). Mas o olho temia em outra direção. Como odeio disputas, disse que ia ali fora. Fiquei um tempo papeando com galerinha das antigas, bebendo, olhando os franks, os curupiras e os sacis... Voltei pra dançar. Encontro o barbudin. Zóio azul atracada com um lutador de jiujitsu-kung fu-kick boxer-van dame. Manezinho ali sozinho...
_ Ué, ainda tá aí?
_Tava te esperando. Vc não me chamou pra ir com vc então fiquei aqui.
(Até parece... Mas dei corda)
_ Ah é? E como sobreviveu à minha ausência.
_ Agarrado à lata de cerveja
(Gostei. Espirituoso)
_ Vou dançar...
_Pera aí. Vamos conversar um pouquinho (chegando perto, muito perto mesmo)
_ Hum, vamos lá: física quântica, Hugo Chavez ou Mulher melancia?
_ Você... (Hum, megaesperto e barato. Adoro!)
_ Eu? O que vc quer saber? Além do meu nome, talvez...
_ Do seu nome e ... do seu beijo. Sei que vc tá loka pra me beijar (ai, não resisto aos convencidos pois sempre me parecem seguros)
_ E vc queria beijar a zóio azul....
_ Admito, ela tem o olho lindo. Mas vc é divertida, charmosa, linda e sexy. (Aí foi, né. Vou ficar fazendo a linha intocável pra que? De mais a mais sexy e charmosa são elogios dos quais me apeteço muito)

E foi bem bom. Barbudinho era surpreendenemente bom, embora um pouco afoito, metendo dentes e tals. Enfim, nos divertimos a beça. Até a hora em que vi um amigo de longuíssima data.
Abraços carinhosos, apertados, felicidade de encontro. Eis que barbudinho me segura pela cintura, como se fosse namorado, franze a testa e amarra a cara. Amigo que saca climão, cai fora.

_ Vc tava dando mole pra esse cara na minha frente?
(Oooooi???)
_ Não que precise, mas ele é meu amigo de zentos anos...
_ Eu vi como ele olhou pra vc...
(Ai saco! DR com pseudopeguete???????????)
_Ai barbudinho adoro essa música. Vem...
Saio puxando barbudinho pista adentro. Ele ameaça querer continuar o descabível. Mas o beijo. Ameaça falar. Beijo. Dançamos, fizemos planos de uma noite, aquela coisa básica de gostosa e gostoso e me deu vontade de fazer xixi.
_ Barbudin vou ao banheiro, vc pega uma bebida pra gte?
_ Não, vou com vc...
E sai me puxando pela mão como se fosse meu marido há 30 anos. Monta guarda na porta do banheiro e eu quase penso em pular a janela. Como é alto demais e o barbudin até beija bem, saio pela porta mesmo.
_ Vc queria vir sozinha pq ia se encontrar com aquele cara, né? (o amigo tava na sala ao lado)
_ Quem?
_ Não se faz de desentendida não...
(Ah agora me emputeci)
_ Olha aqui, barbudin, vc tem o que, uns 35 anos? Já foi corneado qtas vezes? Cara, se toca. Se precisasse dar um perdido em alguém, nem ficaria com vc. Tava até gostando e tals, mas agora deu, já foi, não quero perder minha noite num blablabla idiota com alguém que não é e nem será nada meu...
_ Mas eu... Pera, é que... Poxa, a gte tem... Rolou uma conexão... Pensei em levar vc na minha casa amanhã, e a gte ir ao cinema, e namorar, sei lá....
(Ppsycho)
_ Não, isso é letra de música barbudin. Eu só tava afim de curtir minha festa à fantasia, não costumo sai de chifres sempre, sabe? E claro, viro o demônio às vzs, mas hj era pra ser de uma forma mais lúdica, sacô. Só que vc deve ser o porteiro chefe do inferno. Misquece!

E lá fui eu, sozinha, prapista com meu copo de agua, meus chifres e meu chicote, dançar até de manhã. Pq de boas intenções o inferno tá cheio...

Ate nos falamos algumas outras vezes pr msn e celulat, fiquei ate cauicinha, mas ele quis me converter de diaba a santa. Parei!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Limpeza geral de vez em quando eh bom!



Dia de faxinar a vida. Limpar a memória. Rever o passado e álbuns e livros e promessas de amor descumpridas. Compriiiiiiiiidas. Tarde vazia alheia ao futuro. Só o passado não me condena e me ronda e me liberta para ser feliz outra vez. Mentira. Já sou feliz assim. Nesse meu tempo meio doido, doído e corrompido pelo que podia ter sido e jamais será. Numa caixa encontrei uma outra eu. Tão obsoleta quanto àquele gravador, uma fita k7, a máquina fotográfica que usava filme, o celular pesadão, um relógio fora de moda. Tudo ficou para trás. Assim como os planos e sonhos e o amor. E os quilos a menos. Era tão jovem e tão bonita e tão ingênua. Sou mais interessante hoje, no entanto. E percebo como meus cabelos estão melhores, ainda que insistam em não terem anda de extraordinário, e que o sol não sacaneou ainda a minha pele, que continua macia. Hoje posso comprar mais cremes e já acredito neles. Antes os deixava na penteadeira para enfeitar. Mas o tal do filtro solar ainda não é meu melhor amigo. Continuo errando, pelo visto. E tropeço ao beber além da conta e de além da conta pegar o celular para mandar mensagens truncadas e trincadas madrugada afora. Uma boa constatação é que na gaveta não ficou minha disposição para me atirar. Ainda que o faça com mais parcimônia, sejamos bem sinceros. Mas a paixão sempre existiu e não quero desacreditar nela, desconfiar de que não seja boa. Teve época em que me apaixonava três vezes ao dia. Por homens e sapatos diferentes. Quando estou triste compro sapatos. Afinal, comprar homem dá mais trabalho... Continuo fazendo isso desde a adolescência. Freud diria que é carência paterna. Sei lá. Pode ser. Mas comprar sapatos é altamente reconfortante. Devo ter um quê de Doroty, uma apaixonada confessa por pares vermelhos e mágicos. Ou Imelda, vai saber. Hoje dei sapatos. E roupas. Que não me serviam, que não serviam pra nada. Só ocupando espaço e lembrança. Vai levar pra alguém uma nova esperança e mais uma lembrança que não mais me pertence. Achei coisas perdidas que nem sei se queria. Outras me fizeram surpreendentemente alegre. Poucas me fizeram chorar e em muitas não reconheci aquela garota. A fase é positiva para reciclar, transformar. Pegar o que tem de bom e aprimorar. E operando o milagre do desapego também decidi colocar no lixo as regras impostas, as vontades sufocadas e o não parecer. É preciso remexer no interior pra ver que não se pode ter o novo cultivando o que ainda é antigo e deveria ter ficado dentro de um livro tal qual flor desidratada. Que venha o que tiver de vir. Que aconteça o que tiver de acontecer. Que se realizem ou não os desejos mais secretos.
Um dia após o outro.
De minuto a minuto.
Respirando e suspirando a cada segundo.
Sem entraves, sem barreira,
Sem se.
Sem será.
Sem talvez.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

APROVEITE A VIDA...



Estas dicas são de um texto antigo, mas não deixam de ser sempre atuais.

Enjoy it!!!

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente, o próximo passo, pequeno...

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.

8. É bom ficar bravo com Deus. Ele pode suportar isso.

9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.

10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.

11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.

14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.

16. Respire fundo. Isso acalma a mente.

17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.

18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.

19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.

20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use lingerie chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.

23. Seja excêntrica agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você...

26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras: 'Em cinco anos, isto importará?'

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo de todo mundo.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo...

31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.

32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.

33. Acredite em milagres.

34.. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.

35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.

36. Envelhecer ganha da alternativa -- morrer jovem.

37. Suas crianças têm apenas uma infância.

38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.

39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.

40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.

41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor ainda está por vir.

43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.

44. Produza!

45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.

Escrito por Regina Brett, 90 anos de idade, em The Plain Dealer, Cleveland, Ohio:

"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que eu já escrevi."

Bjôoooooooo

terça-feira, 3 de agosto de 2010

CONFESSANDO...



Sabe eu nunca entendi muito bem essa história de confissão. Ora. Como assim? Eu vou lá e conto meus pecados?
Tirando minha opinião religiosa do meio da discussão, eu acredito que o grande mote da confissão é essa coisa de colocar para fora. De tirar de dentro de si algo que já não cabe lá.
O problema é saber para quem confessar.
Eu escolhi este lugar. Onde eu posso me despir daquela imagem de boa garota, certinha, organizada, com metas e objetivos. Garota reta que nunca dá passos em falsos. Acreditem ou não eh assim que sempre fui taxada.
Confessar aqui o que eu desejo, o que sonho, meus pecados reais e imaginários, é mais valioso que anos de terapia intensiva. Engraçado como o mundo virtual tem disso. Nos liberta de nossos próprios preconceitos. Pelo menos por aqui...
Então voltando à confissão eu admito que não sou fã, não da confissão em sentido stricto sensu.

Vou fazer um adendo aqui, o que eu queria falar é: Porra!!!! Advogado deve gozar sempre que encontra no dicionário uma palavra estranha e que ninguém conhece, e que você não consegue deduzir pelo contexto. Sério. Sei lá, eu quase me sinto tentada a fazer direito para ver se eu entendo essa tara louca por palavras esdrúxulas. Quase.

Voltando... Mas a confissão no sentido lato sensu é algo que sempre gostei e utilizei. Admito ter um prazer infinito ao confessar meus pequenos pecados (o que me torna uma pecadora pior ainda). Já os grandes pecados, esses eu deixo prá Deus resolver que Ele sabe bem o que vai ser de moi.

Duvido vc não se emocionar

sábado, 31 de julho de 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

ELISABETE VANESSA



Existem algumas pessoas que marcam a vida da gente, e ficam como cicatriz mesmo ... A Vanessa eh uma dessas, tantas histórias, tantos momentos, vivemos alegrias, tristezas, mas o mais importante, NÓS VIVEMOS! E apesar do tempo que passou as memórias são tão recentes...
Viagens para o sitio TODO final de semana
Não me lembro de ter passado essa epóca sem te-la visto um dia sequer, nos vimaos todos os dias, assim como nossas mãe eramos inseparaveis...
Quantas descobertas fizemos juntas, me lembro que estava com ela quando ela ficou "mocinha" e fui eu quem ensinou com ela deveria fazer! rsrs
Me lembro das tardes no "Merlyn", dos finais de semana na Riviera, das noitadas engraçadas, dos passeios, dos amigos que entravam e saiam das nossas vidas!
Me lembro especialmente da familia dela, que era uma extensão da minha minha
Ficmos um tempo sem nos ver, a vida seguiu caminhos diferentes (nunca por vontade nossa) mas o que vivemos esta sempre aqui...
Ela eh e sempre vai ser a Van, apesar de quase todos os amigos a chamarem de Beth, eu não consigo ve-la assim, pra mim será sempre a Vanessa, com a risada mais escandalosa do mundo, o coração enorme, que gosta de colocar mascras e assustar crincinhas (lemra disso??, rsrs)

Van, amo vc
sempre

sexta-feira, 23 de julho de 2010

QUERO VE-LA SORRIR...



Em busca de ideias para animar a minha tarde, me lembrei de alguns momentos em que lavei a alma com músicas bregas!!hahahaha
Seus problemas acabaram!!!!! Pelo menos no que depender do repertório abaixo. De gosto duvidoso, claro, mas de levantar qualquer astral. E divertir qualquer dia sem graça. Vamos lá:

1) Fogo e paixão. TUUUUUUUDO!!! Acho essa música muito fofa e adoro cantar: E quando sai de mim, leva meu coração, você é fogo, eu sou paixão...

2) Vou tirar você desse lugar. Gente, essa canção conta uma história de amor incrível, a de um cara que se apaixona por uma prostituta e, sem medo de ser feliz, decide encarar o romance. Não é o máximo? Só quem não tem coração pode desdenhar. Salve Odair José!!!

3) Conga, Conga, Conga. Nada pode ser mais brega do que a Gretchen gemendo enquanto canta, mas, fala sério, você já viu alguma pista não bombar ao som desse hit?

4) Como uma deusa. Eu sei, a letra não faz o menor sentido, mas, vamos combinar, que mulher não se sente maravilhosa brincando de ser deusa com Rosana? Eu me sinto, hahaha!!!

5) O meu sangue ferve por você. Sidney Magal é meu ídolo forever (devidamente homenageado na foto acima). Sem falar que Ah, eu te amo. Ah, eu te amo, Ah, eu te amo: o meu sangue ferve por você são versos caprichados.
6) Caminhoneiro. Fico com o coração apertado quando ouço: Todo dia quando pego a estrada, quase sempre a madrugada, o meu amor aumenta mais... Tão cafona e tão bonito, né? Adoro Roberto Carlos.
7) Você não me ensinou a te esquecer. Clássico brega que bombou ao ser regravado por Caetano Veloso. Agora que faço eu da vida sem você, você não me ensinou a te esquecer...Lindo, lindo.

8) Nuvem de lágrimas. Ah, jeito triste de ter você. Longe dos olhos e dentro do meu coração. Me ensina a te esquecer. Ou venha logo e me tire dessa solidão... Adoro letras passionais com arranjos escandalosos e os vozeirões de Fafá de Belém e Chitãozinho e Xororó para completar. O máximo.

9) A raposa e as uvas. Reginal Rossi explodiu em todo o país com Garçom. Mas, para mim, o melhor da obra dele é uma musiquinha fofa que começa com Lembro com muita saudade daquele bailinho, onde a gente dançava bem agarradinho, onde a gente ia mesmo é pra se abraçar...

10) Lua de cristal. Falem o que quiserem da Xuxa: eu era fã (veja bem ERA), não posso negar. E, até hoje, acho essa canção uma ode ao empreendedorismo, de verdade. Uma mensagem de estímulo à perseverança e à conquista dos nossos objetivos. Adoro. Com direito a, junto com mais três amigas, ter subido no palco de um karaokê com banda ao vivo, lá em Paraty (saudades, saudades), e soltar a voz cantando: Lua de cristal, que me faz sonhar, faz de mim estrela, que eu já sei brilhar... Para ser honesta, a primeira reação da platéia diante de tal causação foi o silêncio (vai ver estavam pensando se não era o caso de vaiar, hahaha!!!), quebrado por um coro ainda na metade da nossa performance. Ao final, fomos aplaudidíssimas.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

TUDO MUDA


Tenho pensado muito. Em muitas coisas diferentes. Pensado em como as pessoas às vezes fazem questão de serem estranhas, pensado em como as meninas hj em dia não são mais meninas, pensado em como venho envelhecendo com tamanha pressa. O último item talvez seja o que mais me assusta. Não q os outros não assustem, mas o fato de envelhecer não me cai bem. Não só pelas rugas e marcas de expressão que vão começar a surgir pelo meu rosto, mas principalmente pelo fato de não conseguir mais olhar a vida com os mesmo olhos de antes. Será que me faço entender ? Não sei...
Todos os dias vou para o mesmo lugar, aos finais de semana ( e alguns dias da semana), namoro, festinhas e jantares. Os mesmos amigos. Mesmos tudo... Tudo igual. Lembro-me que até bem pouco tempo atrás, nunca achei nada "igual", mesmo quando a rotina insistia em bater a minha porta... Agora, meus olhos mudaram, penso eu. Minha mente fica cheia de imagens antigas, como se num passe de mágica eu me desconectasse daquele daquele "bendito" sacolejar da adolescencia e me transportasse pra outras épocas, Imagens, sons, risos, cenas... coisas tão boas... mas tão passadas. Vividas há tanto tempo... Deus meu, como é ruim envelhecer e perceber o frescor e a vitalidade daqueles que ainda não envelheceram. Me pergunto: será que ainda tenho solução ?

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Meu animal é gente!



Não se nasce gente, torna-se gente. “Tenha modos, menina, tome juízo. Não perca a cabeça, seja obediente. Amadureça!”. Crescemos ouvindo conselhos sobre como fazer o nosso animal ser gente. À medida que envelhecemos, somos cada vez menos animal e cada vez mais gente. Aprendemos a domar os instintos, racionalizar os sentimentos.
Um bebê só sente. Chora quando quer comer. Sorri quando sente cócegas. Faz cocô e xixi quando dá vontade. Berra quando sente dor. Já um adulto pode muito bem sorrir quando sente dor. E chorar quando está feliz. Fingir que sente. Ou que não sente. Isso é o que chamam amadurecer. É conseguir esfriar o sangue quando ele esquenta. Engolir o choro e segurar as merdas dentro da gente até o momento apropriado. É ser adequado. É ser agradável. Mesmo quando por dentro nos sentimos um lixo. Será que ser gente é ser menos coerente entre o que sentimos e o que pensamos para atingir um objetivo?

Até que chega um ponto na vida que, de repente, você sente que não se conhece. Você fica confusa. O mantra “seja você” fica martelando na sua cabeça, batendo de frente com o velho “tenha juízo”. Afinal, quem sou eu, o que desejo? Então, você bebe, faz dança de salão para se soltar, aula de ioga para se conectar com o eu interior, terapia para se questionar. Uma busca enlouquecida pelo lado animal, que ficou escondido e só escapa de vez em quando, quando não se quer, te deixando espantada com suas próprias atitudes tão, tão... inadequadas. Você se estranha. E surta porque não aceita que também é animal e a natureza é mais poderosa do que você.

Observo a minha cachorra. Ela fica na dela quando está cansada, mesmo quando eu estou carente e imploro por um carinho. Quando é o contrário, ela, por sua vez, não tem pudores de pedir carinho quando eu estou cansada sem o menor pique para sair do sofá. Não faz nada para me agradar, a não ser quando quer comida. Interesseira? Não, transparente. Ela não blefa, não seduz, não planeja, não tem estratégia. Nela eu confio.

Pois é, as pessoas geralmente amam animais, mas reprimem o seu animal interior e desgostam de quem o escancara. São cavalos, não têm inteligência emocional, descompensados. Mas, afinal, os equilibrados, maduros e espertos, na verdade só são tão gente pra conseguir o que há de mais animalesco – sexo. Sexo como símbolo de carinho, de amor, de recompensa. Como os animais. No fundo, somos todos iguais, seres humanos ou cachorros

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A VOZ DO POVO...



Para qualquer coisa que você queira acreditar, existe uma frase feita, que algum grego, romano, filósofo ou monge disse trocentos anos atrás. Elas vivem por aí, reproduzidas em livros de autoajuda, adornando mensagens de msn, de orkut, de facebook, de twitter, na boca do povo. Mas o fato de tantos sábios já terem feito afirmações tão conflitantes entre si, em vez de me consolar, me confunde e me deixa descrente de tudo.

Já ouvi dizer que “no fim tudo acaba bem, se não está bem, é que não é o fim”. Como também existe a célebre “tudo sempre pode piorar”. E aí? Qual delas é a verdade? Já escutei por aí que “só existem versões, a verdade não existe”. Como também já me disseram que o que vale é a “verdade de cada um”.

Quando algo inesperado acontece, tem sempre alguém que diz “não era pra ser...” na tentativa de te consolar. Mas logo penso na “No hay camino, el camino se hace”. Ai, meu Deus do céu... Tá escrito ou eu que escrevo? Assim não dá, poxa!

No final, é tudo poesia. Na prática, a gente vai levando do jeito que dá, se fiando no mais fácil, se agarrando à crença que nos deixa mais confiantes e felizes.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

ANDAR COM FÉ...


Sempre acreditei que toda vez que a gente entra numa igreja pela primeira vez, vê uma estrela cadente ou amarra no pulso uma fitinha de Nosso Senhor do Bonfim, pode fazer um pedido. Ou três. Sempre faço. Quando são três, em geral, esqueço dois. Um nunca esqueci. Um sempre pedi: amor.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Madonna - Cherish (Video)

Em um sentido um pouco menos literal , na minha interpretação pessoal, "cherish" é um amor diferente, é um sentimento de afeto daqueles.... tipo uma coisa que não sai da cabeça porque você não pode tirar do coração.

Música que diz tudo:

Em um sentido um pouco menos literal , na minha interpretação pessoal, "cherish" é um amor diferente, é um sentimento de afeto daqueles.... tipo uma coisa que não sai da cabeça porque você não pode tirar do coração.

Música que diz tudo:

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O AMOR...


"Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referências. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo o que o amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generoso têm, às pencas, bons motoristas e bom pais de família, ta assim, ó. Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é''
(Arnaldo Jabor)

E quanto mais clichê esse tipo de texto pode parecer, mais verdadeiro ele é. Se tudo fosse tão simples e matemático as pessoas magras, com dentes brancos, bons ouvintes e bem educadas estariam sempre acompanhadas e bem relacionadas com as pessoas escolhidas.
Mas o que importa nessa vida é a forma errada de fazer a coisa certa.
Não importa se a gente se conheceu na balada, não importa se a gente ficou com um amigo dele (ou com mais de um), não importa os erros do passado, a forma como ele tem um estilo diferente do meu. Não importa a música preferida e nem os defeitos de comportamento.
Importa o que ele me faz sentir. Como eu me sinto com ele.
Importam as expectativas. Importa o amor e a dedicação que a gente quer ter um com o outro. Importa olho no olha, mão na mão, boca na boca.
Importa o que tem dentro do coração.

P.S: Tô romântica não?

segunda-feira, 5 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

NÃO EH UMA PENA..


Noutro dia, disse a uma amiga que a gente sabe quando será a última vez que vemos alguém. Não sei qto a vcs. Mas eu sempre soube escutar o silêncio do adeus iminente. Ele acontece num carinho diferente, num abraço ou numa simples frase: "que bom que a gente proporcionou prazer um ao outro". Poderia passar batido. Poderia soar como algo romântico. Mas não foi. No fundo, eu sabia o que aquilo muito provavelmente queria dizer. Podia ser inconsciente. Mas era uma manifestação. Seja ela qual fosse. Simples. Era.
Nas últimas vezes que nos falamos a despedida estava latente e não nos proporcionamos o tal prazer. Apenas o de jogar conversa fora. Mas não era mais a mesma coisa. Existe uma confluência quando a gte quer muito o outro. Mas quando já nao desejamos mais aquilo que pensamos desejar durante tanto tempo, surgem as questões. E a questão pra mim já era o que eu estava fazendo ali. Por que ainda estava jogando uma partida perdida.
Dali a dias, aconteceria o game over.
Provoquei uma resposta que não veio objetivamente. Mas, nas entrelinhas a ouvi. E por mais estranho que pareça, junto veio um alívio. Agora é 100% não. Mas 100% sim.
Nas últimos semanas me diverti muito. Tive dezenas de boas tardes de sexo, que por incrivel que pareça fora intensas. Chegamos a fazer planos para concretizar isso tudo. Pensamos muito em muitas coisas, em planos para um futuro. Quando, na verdade, eu sabia que nem havia presente.
O passado, no entanto, foi bom. Mas me sinto liberta de alguma forma. Liberta da necessidade de ter alguém pra conversar segredos. Liberta do SE. Pq SE é uma tormenta lenta, um maremoto que chega sorrateiro e nunca vai embora. SE é um talvez sem chance de sim. Entoa, pra nao ser exato, pq ser inóquo?
Este não é um texto de mágoa. Mas de constatação. Não é de desilusão. Mas de reprogramação. Quero um tempo só meu. Só pra mim. Me sinto num renascer. Com um profundo amor por mim e pelas coisas que conquistei e pela pessoa que me tornei. Não quero virar as costas pra mim e pras coisas que sinto. Mas tb não sei se quero abrir a guarda tao cedo outra vez. Um dia de cada vez. Um só por hoje para as coisas que não estao legais. Os doze passos pra felicidade plena. E um adeus sincero ao que já não faz parte da vontade.
Que a próxima última vez seja pra recomeçar do ponto de partida. Agora me sinta plena co quem amo. Tudo o que foi, mesmo sem ter sido tudo, foi válido.
Acabou.
Mas não é uma pena.

terça-feira, 29 de junho de 2010

A LOIRA DO BANHEIRO


Além de filmes de terror, minha infância foi assombrada por brincadeiras e histórias sinistras que as crianças insistem em cultivar. Sei de duas, em especial, que sofreram alguma espécie de intercâmbio entre a molecada do país inteiro e hoje marmanjos COM MAIS DE 30 anos de vários lugares do Brasil são capazes de lembrar alguma versão de ambas.

A mais famosa lenda é da Mulher do Banheiro, ou Loira do Banheiro, que foi como conheci. Trata-se sempre de uma criatura do sexo feminino que ataca crianças no banheiro. Lembro perfeitamente do dia em que uma das versões chegou à nossa escola. Eu tinha sete anos e um pequeno imbecil contou de uma moça que havia sido soterrada no banheiro de uma escola, após um desabamento. E porque seu corpo nunca havia sido encontrado, ela carregava a maldição de matar meninas (essa história era na medida para assustar garotinhas) enquanto as coitadas faziam seu tranqüilo xixi. Ela poderia aparecer sem nenhum convite ou respondendo a um complexo processo de chamado: era preciso dar três descargas, seguidas de três gritos e três pancadas na porta. Não riam, na minha cabecinha de passarinho isso fazia um super sentido.

Daí que na escola, com outras meninas, eu quase não tinha medo. Quase. A gente testava o processo de chamar a Loira just for fun e, por via das dúvidas, só usávamos o banheiro em grupo. Mas em casa… vocês não tem idéia do meu sufoco. Eu segurava o xixi até quase não suportar mais, e arrastava minha irmã mais velha para o banheiro por anos para não ficar sozinha. Fazia o xixi mais rápido da história do universo e NÃO dava descarga nem por decreto: vai que a Loira se confundia e achava que eu tinha dado três, ao invés de uma única descarga?

Por anos isso me amedrontou. Juro que tentava racionalizar coisas tipo ‘como ela respira dentro da privada?’, mas gente, eu tinha SETE ANOS! Era tenso, muito muito tenso.

Outra brincadeirinha TOSCA era a do copo. Numa mesa, dispunhas todas as letras do alfabeto em círculo e mais dois cartões escritos ‘sim’ e ‘não’, com um copo cheio d’água ao centro disso tudo. Aí rezava-se não sei quantos padres-nossos e teoricamente um espírito baixava no copo. Ele responderia às perguntas movimentando-se sozinho em direção às letras e aos cartões ‘sim’ e ‘não’. Lembro de ter começado essa brincadeira várias vezes, mas a gente nunca conseguia que nenhum espírito aparecesse. Realmente assustador era ouvir as histórias que todo mundo contava, sobre casas amaldiçoadas para todo o sempre por espíritos que apareciam em brincadeiras do copo e gente misteriosamente morta com cacos de vidro depois de tocar o copo numa dessas sessões. Eu ficava dias sem dormir direito, sonhando com espíritos e copos que se movimentavam sozinhos. Pior: por muito tempo tive verdadeira aversão a copos de vidro e fazia o possível e o impossível para usar só os de plástico.

Essa mesma brincadeira tinha uma alternativa que poderia feita durante a aula, em plena escola: no lugar do copo, usávamos um compasso segurado por dois colegas. E, apoiado numa folha com todas as letras e os tradicionais ‘sim’ e ‘não’, ele também seria possuído por um espírito depois de rezar não sei quanto de não sei o que. Várias foram as professoras que nos flagravam em plena atividade com o compasso e davam mais corda na história, contando de ‘casos pessoais’ que tinham ainda mais credibilidade que os nossos – afinal, elas eram professoras!

É porque Hollywood ainda não descobriu as histórias terríveis dos petizes brasileiros, porque valiam muito um filme. Mas eu garanto que não assistiria.