sábado, 31 de julho de 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

ELISABETE VANESSA



Existem algumas pessoas que marcam a vida da gente, e ficam como cicatriz mesmo ... A Vanessa eh uma dessas, tantas histórias, tantos momentos, vivemos alegrias, tristezas, mas o mais importante, NÓS VIVEMOS! E apesar do tempo que passou as memórias são tão recentes...
Viagens para o sitio TODO final de semana
Não me lembro de ter passado essa epóca sem te-la visto um dia sequer, nos vimaos todos os dias, assim como nossas mãe eramos inseparaveis...
Quantas descobertas fizemos juntas, me lembro que estava com ela quando ela ficou "mocinha" e fui eu quem ensinou com ela deveria fazer! rsrs
Me lembro das tardes no "Merlyn", dos finais de semana na Riviera, das noitadas engraçadas, dos passeios, dos amigos que entravam e saiam das nossas vidas!
Me lembro especialmente da familia dela, que era uma extensão da minha minha
Ficmos um tempo sem nos ver, a vida seguiu caminhos diferentes (nunca por vontade nossa) mas o que vivemos esta sempre aqui...
Ela eh e sempre vai ser a Van, apesar de quase todos os amigos a chamarem de Beth, eu não consigo ve-la assim, pra mim será sempre a Vanessa, com a risada mais escandalosa do mundo, o coração enorme, que gosta de colocar mascras e assustar crincinhas (lemra disso??, rsrs)

Van, amo vc
sempre

sexta-feira, 23 de julho de 2010

QUERO VE-LA SORRIR...



Em busca de ideias para animar a minha tarde, me lembrei de alguns momentos em que lavei a alma com músicas bregas!!hahahaha
Seus problemas acabaram!!!!! Pelo menos no que depender do repertório abaixo. De gosto duvidoso, claro, mas de levantar qualquer astral. E divertir qualquer dia sem graça. Vamos lá:

1) Fogo e paixão. TUUUUUUUDO!!! Acho essa música muito fofa e adoro cantar: E quando sai de mim, leva meu coração, você é fogo, eu sou paixão...

2) Vou tirar você desse lugar. Gente, essa canção conta uma história de amor incrível, a de um cara que se apaixona por uma prostituta e, sem medo de ser feliz, decide encarar o romance. Não é o máximo? Só quem não tem coração pode desdenhar. Salve Odair José!!!

3) Conga, Conga, Conga. Nada pode ser mais brega do que a Gretchen gemendo enquanto canta, mas, fala sério, você já viu alguma pista não bombar ao som desse hit?

4) Como uma deusa. Eu sei, a letra não faz o menor sentido, mas, vamos combinar, que mulher não se sente maravilhosa brincando de ser deusa com Rosana? Eu me sinto, hahaha!!!

5) O meu sangue ferve por você. Sidney Magal é meu ídolo forever (devidamente homenageado na foto acima). Sem falar que Ah, eu te amo. Ah, eu te amo, Ah, eu te amo: o meu sangue ferve por você são versos caprichados.
6) Caminhoneiro. Fico com o coração apertado quando ouço: Todo dia quando pego a estrada, quase sempre a madrugada, o meu amor aumenta mais... Tão cafona e tão bonito, né? Adoro Roberto Carlos.
7) Você não me ensinou a te esquecer. Clássico brega que bombou ao ser regravado por Caetano Veloso. Agora que faço eu da vida sem você, você não me ensinou a te esquecer...Lindo, lindo.

8) Nuvem de lágrimas. Ah, jeito triste de ter você. Longe dos olhos e dentro do meu coração. Me ensina a te esquecer. Ou venha logo e me tire dessa solidão... Adoro letras passionais com arranjos escandalosos e os vozeirões de Fafá de Belém e Chitãozinho e Xororó para completar. O máximo.

9) A raposa e as uvas. Reginal Rossi explodiu em todo o país com Garçom. Mas, para mim, o melhor da obra dele é uma musiquinha fofa que começa com Lembro com muita saudade daquele bailinho, onde a gente dançava bem agarradinho, onde a gente ia mesmo é pra se abraçar...

10) Lua de cristal. Falem o que quiserem da Xuxa: eu era fã (veja bem ERA), não posso negar. E, até hoje, acho essa canção uma ode ao empreendedorismo, de verdade. Uma mensagem de estímulo à perseverança e à conquista dos nossos objetivos. Adoro. Com direito a, junto com mais três amigas, ter subido no palco de um karaokê com banda ao vivo, lá em Paraty (saudades, saudades), e soltar a voz cantando: Lua de cristal, que me faz sonhar, faz de mim estrela, que eu já sei brilhar... Para ser honesta, a primeira reação da platéia diante de tal causação foi o silêncio (vai ver estavam pensando se não era o caso de vaiar, hahaha!!!), quebrado por um coro ainda na metade da nossa performance. Ao final, fomos aplaudidíssimas.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

TUDO MUDA


Tenho pensado muito. Em muitas coisas diferentes. Pensado em como as pessoas às vezes fazem questão de serem estranhas, pensado em como as meninas hj em dia não são mais meninas, pensado em como venho envelhecendo com tamanha pressa. O último item talvez seja o que mais me assusta. Não q os outros não assustem, mas o fato de envelhecer não me cai bem. Não só pelas rugas e marcas de expressão que vão começar a surgir pelo meu rosto, mas principalmente pelo fato de não conseguir mais olhar a vida com os mesmo olhos de antes. Será que me faço entender ? Não sei...
Todos os dias vou para o mesmo lugar, aos finais de semana ( e alguns dias da semana), namoro, festinhas e jantares. Os mesmos amigos. Mesmos tudo... Tudo igual. Lembro-me que até bem pouco tempo atrás, nunca achei nada "igual", mesmo quando a rotina insistia em bater a minha porta... Agora, meus olhos mudaram, penso eu. Minha mente fica cheia de imagens antigas, como se num passe de mágica eu me desconectasse daquele daquele "bendito" sacolejar da adolescencia e me transportasse pra outras épocas, Imagens, sons, risos, cenas... coisas tão boas... mas tão passadas. Vividas há tanto tempo... Deus meu, como é ruim envelhecer e perceber o frescor e a vitalidade daqueles que ainda não envelheceram. Me pergunto: será que ainda tenho solução ?

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Meu animal é gente!



Não se nasce gente, torna-se gente. “Tenha modos, menina, tome juízo. Não perca a cabeça, seja obediente. Amadureça!”. Crescemos ouvindo conselhos sobre como fazer o nosso animal ser gente. À medida que envelhecemos, somos cada vez menos animal e cada vez mais gente. Aprendemos a domar os instintos, racionalizar os sentimentos.
Um bebê só sente. Chora quando quer comer. Sorri quando sente cócegas. Faz cocô e xixi quando dá vontade. Berra quando sente dor. Já um adulto pode muito bem sorrir quando sente dor. E chorar quando está feliz. Fingir que sente. Ou que não sente. Isso é o que chamam amadurecer. É conseguir esfriar o sangue quando ele esquenta. Engolir o choro e segurar as merdas dentro da gente até o momento apropriado. É ser adequado. É ser agradável. Mesmo quando por dentro nos sentimos um lixo. Será que ser gente é ser menos coerente entre o que sentimos e o que pensamos para atingir um objetivo?

Até que chega um ponto na vida que, de repente, você sente que não se conhece. Você fica confusa. O mantra “seja você” fica martelando na sua cabeça, batendo de frente com o velho “tenha juízo”. Afinal, quem sou eu, o que desejo? Então, você bebe, faz dança de salão para se soltar, aula de ioga para se conectar com o eu interior, terapia para se questionar. Uma busca enlouquecida pelo lado animal, que ficou escondido e só escapa de vez em quando, quando não se quer, te deixando espantada com suas próprias atitudes tão, tão... inadequadas. Você se estranha. E surta porque não aceita que também é animal e a natureza é mais poderosa do que você.

Observo a minha cachorra. Ela fica na dela quando está cansada, mesmo quando eu estou carente e imploro por um carinho. Quando é o contrário, ela, por sua vez, não tem pudores de pedir carinho quando eu estou cansada sem o menor pique para sair do sofá. Não faz nada para me agradar, a não ser quando quer comida. Interesseira? Não, transparente. Ela não blefa, não seduz, não planeja, não tem estratégia. Nela eu confio.

Pois é, as pessoas geralmente amam animais, mas reprimem o seu animal interior e desgostam de quem o escancara. São cavalos, não têm inteligência emocional, descompensados. Mas, afinal, os equilibrados, maduros e espertos, na verdade só são tão gente pra conseguir o que há de mais animalesco – sexo. Sexo como símbolo de carinho, de amor, de recompensa. Como os animais. No fundo, somos todos iguais, seres humanos ou cachorros

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A VOZ DO POVO...



Para qualquer coisa que você queira acreditar, existe uma frase feita, que algum grego, romano, filósofo ou monge disse trocentos anos atrás. Elas vivem por aí, reproduzidas em livros de autoajuda, adornando mensagens de msn, de orkut, de facebook, de twitter, na boca do povo. Mas o fato de tantos sábios já terem feito afirmações tão conflitantes entre si, em vez de me consolar, me confunde e me deixa descrente de tudo.

Já ouvi dizer que “no fim tudo acaba bem, se não está bem, é que não é o fim”. Como também existe a célebre “tudo sempre pode piorar”. E aí? Qual delas é a verdade? Já escutei por aí que “só existem versões, a verdade não existe”. Como também já me disseram que o que vale é a “verdade de cada um”.

Quando algo inesperado acontece, tem sempre alguém que diz “não era pra ser...” na tentativa de te consolar. Mas logo penso na “No hay camino, el camino se hace”. Ai, meu Deus do céu... Tá escrito ou eu que escrevo? Assim não dá, poxa!

No final, é tudo poesia. Na prática, a gente vai levando do jeito que dá, se fiando no mais fácil, se agarrando à crença que nos deixa mais confiantes e felizes.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

ANDAR COM FÉ...


Sempre acreditei que toda vez que a gente entra numa igreja pela primeira vez, vê uma estrela cadente ou amarra no pulso uma fitinha de Nosso Senhor do Bonfim, pode fazer um pedido. Ou três. Sempre faço. Quando são três, em geral, esqueço dois. Um nunca esqueci. Um sempre pedi: amor.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Madonna - Cherish (Video)

Em um sentido um pouco menos literal , na minha interpretação pessoal, "cherish" é um amor diferente, é um sentimento de afeto daqueles.... tipo uma coisa que não sai da cabeça porque você não pode tirar do coração.

Música que diz tudo:

Em um sentido um pouco menos literal , na minha interpretação pessoal, "cherish" é um amor diferente, é um sentimento de afeto daqueles.... tipo uma coisa que não sai da cabeça porque você não pode tirar do coração.

Música que diz tudo:

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O AMOR...


"Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referências. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo o que o amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generoso têm, às pencas, bons motoristas e bom pais de família, ta assim, ó. Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é''
(Arnaldo Jabor)

E quanto mais clichê esse tipo de texto pode parecer, mais verdadeiro ele é. Se tudo fosse tão simples e matemático as pessoas magras, com dentes brancos, bons ouvintes e bem educadas estariam sempre acompanhadas e bem relacionadas com as pessoas escolhidas.
Mas o que importa nessa vida é a forma errada de fazer a coisa certa.
Não importa se a gente se conheceu na balada, não importa se a gente ficou com um amigo dele (ou com mais de um), não importa os erros do passado, a forma como ele tem um estilo diferente do meu. Não importa a música preferida e nem os defeitos de comportamento.
Importa o que ele me faz sentir. Como eu me sinto com ele.
Importam as expectativas. Importa o amor e a dedicação que a gente quer ter um com o outro. Importa olho no olha, mão na mão, boca na boca.
Importa o que tem dentro do coração.

P.S: Tô romântica não?

segunda-feira, 5 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

NÃO EH UMA PENA..


Noutro dia, disse a uma amiga que a gente sabe quando será a última vez que vemos alguém. Não sei qto a vcs. Mas eu sempre soube escutar o silêncio do adeus iminente. Ele acontece num carinho diferente, num abraço ou numa simples frase: "que bom que a gente proporcionou prazer um ao outro". Poderia passar batido. Poderia soar como algo romântico. Mas não foi. No fundo, eu sabia o que aquilo muito provavelmente queria dizer. Podia ser inconsciente. Mas era uma manifestação. Seja ela qual fosse. Simples. Era.
Nas últimas vezes que nos falamos a despedida estava latente e não nos proporcionamos o tal prazer. Apenas o de jogar conversa fora. Mas não era mais a mesma coisa. Existe uma confluência quando a gte quer muito o outro. Mas quando já nao desejamos mais aquilo que pensamos desejar durante tanto tempo, surgem as questões. E a questão pra mim já era o que eu estava fazendo ali. Por que ainda estava jogando uma partida perdida.
Dali a dias, aconteceria o game over.
Provoquei uma resposta que não veio objetivamente. Mas, nas entrelinhas a ouvi. E por mais estranho que pareça, junto veio um alívio. Agora é 100% não. Mas 100% sim.
Nas últimos semanas me diverti muito. Tive dezenas de boas tardes de sexo, que por incrivel que pareça fora intensas. Chegamos a fazer planos para concretizar isso tudo. Pensamos muito em muitas coisas, em planos para um futuro. Quando, na verdade, eu sabia que nem havia presente.
O passado, no entanto, foi bom. Mas me sinto liberta de alguma forma. Liberta da necessidade de ter alguém pra conversar segredos. Liberta do SE. Pq SE é uma tormenta lenta, um maremoto que chega sorrateiro e nunca vai embora. SE é um talvez sem chance de sim. Entoa, pra nao ser exato, pq ser inóquo?
Este não é um texto de mágoa. Mas de constatação. Não é de desilusão. Mas de reprogramação. Quero um tempo só meu. Só pra mim. Me sinto num renascer. Com um profundo amor por mim e pelas coisas que conquistei e pela pessoa que me tornei. Não quero virar as costas pra mim e pras coisas que sinto. Mas tb não sei se quero abrir a guarda tao cedo outra vez. Um dia de cada vez. Um só por hoje para as coisas que não estao legais. Os doze passos pra felicidade plena. E um adeus sincero ao que já não faz parte da vontade.
Que a próxima última vez seja pra recomeçar do ponto de partida. Agora me sinta plena co quem amo. Tudo o que foi, mesmo sem ter sido tudo, foi válido.
Acabou.
Mas não é uma pena.

terça-feira, 29 de junho de 2010

A LOIRA DO BANHEIRO


Além de filmes de terror, minha infância foi assombrada por brincadeiras e histórias sinistras que as crianças insistem em cultivar. Sei de duas, em especial, que sofreram alguma espécie de intercâmbio entre a molecada do país inteiro e hoje marmanjos COM MAIS DE 30 anos de vários lugares do Brasil são capazes de lembrar alguma versão de ambas.

A mais famosa lenda é da Mulher do Banheiro, ou Loira do Banheiro, que foi como conheci. Trata-se sempre de uma criatura do sexo feminino que ataca crianças no banheiro. Lembro perfeitamente do dia em que uma das versões chegou à nossa escola. Eu tinha sete anos e um pequeno imbecil contou de uma moça que havia sido soterrada no banheiro de uma escola, após um desabamento. E porque seu corpo nunca havia sido encontrado, ela carregava a maldição de matar meninas (essa história era na medida para assustar garotinhas) enquanto as coitadas faziam seu tranqüilo xixi. Ela poderia aparecer sem nenhum convite ou respondendo a um complexo processo de chamado: era preciso dar três descargas, seguidas de três gritos e três pancadas na porta. Não riam, na minha cabecinha de passarinho isso fazia um super sentido.

Daí que na escola, com outras meninas, eu quase não tinha medo. Quase. A gente testava o processo de chamar a Loira just for fun e, por via das dúvidas, só usávamos o banheiro em grupo. Mas em casa… vocês não tem idéia do meu sufoco. Eu segurava o xixi até quase não suportar mais, e arrastava minha irmã mais velha para o banheiro por anos para não ficar sozinha. Fazia o xixi mais rápido da história do universo e NÃO dava descarga nem por decreto: vai que a Loira se confundia e achava que eu tinha dado três, ao invés de uma única descarga?

Por anos isso me amedrontou. Juro que tentava racionalizar coisas tipo ‘como ela respira dentro da privada?’, mas gente, eu tinha SETE ANOS! Era tenso, muito muito tenso.

Outra brincadeirinha TOSCA era a do copo. Numa mesa, dispunhas todas as letras do alfabeto em círculo e mais dois cartões escritos ‘sim’ e ‘não’, com um copo cheio d’água ao centro disso tudo. Aí rezava-se não sei quantos padres-nossos e teoricamente um espírito baixava no copo. Ele responderia às perguntas movimentando-se sozinho em direção às letras e aos cartões ‘sim’ e ‘não’. Lembro de ter começado essa brincadeira várias vezes, mas a gente nunca conseguia que nenhum espírito aparecesse. Realmente assustador era ouvir as histórias que todo mundo contava, sobre casas amaldiçoadas para todo o sempre por espíritos que apareciam em brincadeiras do copo e gente misteriosamente morta com cacos de vidro depois de tocar o copo numa dessas sessões. Eu ficava dias sem dormir direito, sonhando com espíritos e copos que se movimentavam sozinhos. Pior: por muito tempo tive verdadeira aversão a copos de vidro e fazia o possível e o impossível para usar só os de plástico.

Essa mesma brincadeira tinha uma alternativa que poderia feita durante a aula, em plena escola: no lugar do copo, usávamos um compasso segurado por dois colegas. E, apoiado numa folha com todas as letras e os tradicionais ‘sim’ e ‘não’, ele também seria possuído por um espírito depois de rezar não sei quanto de não sei o que. Várias foram as professoras que nos flagravam em plena atividade com o compasso e davam mais corda na história, contando de ‘casos pessoais’ que tinham ainda mais credibilidade que os nossos – afinal, elas eram professoras!

É porque Hollywood ainda não descobriu as histórias terríveis dos petizes brasileiros, porque valiam muito um filme. Mas eu garanto que não assistiria.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

SE EU TIVESSE NASCIDO...


Se eu tivesse nascido...

...no Egito Antigo, teria sido RP da Cléo(patra)

...na Grécia Antiga, teria sido uma ninfa

...na Roma Antiga, teria sido amiga de Maria Madalena

...na Idade Média, teria sido bruxa e morrido queimada

...no Renascimento, teria sido uma atriz rechonchuda que teria posado para Botticelli

...no Iluminismo, teria sido a secretária de Adam Smith e anotado suas idéias para A Riqueza das Nações

...na Revolução Industrial, teria sido uma operária agitadora contra as péssimas condições de trabalho

...no começo do século XX, teria sido uma comunista maleta e feminista. Ou o oposto: uma dançarina de cabaré

...nos anos 50, teria sido uma menina que sonhava com os Beatles e que teria se recusado a casar

Mas como eu nasci em 1979, vim ao mundo com a liberdade pela qual as mulheres que vieram antes de mim tanto lutaram. Moças da minha geração não conseguem entender, por exemplo, porque Leila Diniz causou tanto furor com seu barrigão na praia – como já escreveu a amiga Divorciada. Simplesmente não faz sentido. Claro que o mundo ainda deve muito às mulheres. Temos muito pelo que brigar. Mas nem se compara a vida que temos hoje com a que nossas avós tiveram.

Eu nasci no final da ditadura, sou filha de pai-famoso-rico. Por causa desse histórico e de mais alguns "defeitos" de criação, virei uma "discursadora". Sou mister em defender o amor livre, a opção sexual, em desconfiar da monogamia extrema e em condenar o modelo de casamento que nossos pais nos deixaram.

Mas na real, na real meeesmo – apesar de toda a liberdade que me cabe - sou é uma pacata cidadã, respeitada que ganha 4 mil cruzeiros por mês. Vou ser esposa dedicada, dona de casa exemplar, lavar louça, fazer comidinha, supermercado duas vezes por semana. Gosto de tudo limpinho (descobri até que tenho TOC). E vou a-do-rar essa vida!

Por que eu acho que teria sido essas mulheres todas aí acima se, hoje, nesse mundo solto que Deus me deu (na verdade, que as mulheres me deram), sou mesmo é uma mulherzinha de trinta para lá de comum?

Será que, no fundo, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

NATHALIA ...


Ela me lembra gargalhadas. Deita ao meu lado e me abraça o pescoço com as duas mãos. Agora deu pra ser metida a artista. É só fechar os olhos e sinto seu cheiro. Aqueles olhinhos de ternura, brilhantes, curiosos e vorazes. Deu pra dizer que quer ser bailarina. Vê se pode. Acha que sou super-heroína e me chama de tia amiga com uma intimidade cortante. Quer me acompanhar. Me mostra sua biblioteca particular e me pergunta sobre coisas que não sei dizer. Invento umas mirabolâncias e ele acha tudo incrível. Anda preocupada porque está falando errado. Mas o inglês pronunciado precariamente é tão bonito. Sinto dor no peito ao ver o pé dela crescer. Já não consigo pegá-la no colo. Mas continuamos jogando almofadas no chão, edredom e cabana. Leio as histórias de Princesa. Inventamos música. Criamos receita. Nunca imaginei que poderia ser a melhor companheira que terei ao longo da estrada. Vê-la criar asas me causa comoção e me emociona. Mas dá medo. Às vezes a levo pra escola e nos perdemos no volume alto da musica cantada por nós, nos divertimos e não sentimos o trânsito. Em saber que o mundo tá aí e que ela vai se servir dele. Em posições opostas. Força motriz que desafia o vento. É bom contar-lhe histórias. Deu de ficar roendo unha enquanto assiste TV. Assistimos juntas a filmes e é minha fã enquanto danço a música do Panda. Ela me dá saudade da infância com suas conclusões definitivas. Suas palavras inventadas no seu glossário particular. Cuble em vez de clube. Tesse em vez de tivesse. Calina em vez de Carolina. Aligenina em vez de alienígena... A cada segundo amo mais. E talvez seja o único amor sincero que sinto hoje em dia. Em via de mão dupla. Estivemos revendo Partimpim esse fds. E descubro, vejam só, que a música preferida dela não é mais ligliglé. Agora gosta de Poeta aprendiz. De Vinícius. É ou não é pra amar incondicionalmente.

Para Nathalia, com todo o amor que existe no coração torto da Tia Ro

quarta-feira, 23 de junho de 2010

RECOMENDAÇÃO DO MINISTRO DA SAÚDE !!!



Recebi esse email e achei de utilidade pública postar aqui, kkkk

"Com a recomendação do ministro da Saúde que indica fazer sexo 5 vezes por semana para se manter saudável, fiquei com algumas dúvidas. Alguém pode me esclarecer?

- Os Planos de Saúde irão cobrir esse tipo de tratamento?

- Posso abater gastos com motel, bordel e sex shop do meu imposto de renda?

- Posso justificar faltas no trabalho com recibo de motel alegando que estava me tratando?

- Será preciso receita médica para comprar filme pornô?

- Monogamia não coloca a saúde em risco?

- Masturbação é automedicação?

- Suruba é saúde coletiva?

- Swing não é mudança de tratamento?

- Voyeurismo não é tratamento assistido?

- Travesti é medicamento genérico?

- Obsessão sexual não é hipocondria?

- Posso considerar poligamia como um tipo de tratamento médico?

- Doença venérea é um tipo de efeito colateral?

- Fazer uma? DP? ou ménage à trois? significa aumentar a dose da medicação recomendada?

- Boneca inflável é placebo?

- Vibrador elétrico é um equipamento usado para tratamento de choque?

- Posso ser processado por prática ilegal da medicina se eu convidar uma mulher para um programa?

- Stripers podem ser consideradas profissionais da saúde?

- SUS significa Saúde Urge Sexo?

- A expressão "Gozar de boa saúde" significa isso que estou pensando?

- Os hospitais públicos e postos de saúde serão obrigados a contratar profissionais do "séquiço"?

- Bordéis precisam ter um médico de plantão?

- O que meu dentista quis dizer quanto recomendou manter em dia minha saúde oral?

- Políticos não deveriam ter saúde de ferro por viverem fudendo o povo?

Quem souber, me mande as respostas com urgência!!

terça-feira, 22 de junho de 2010

NUNCA...



Nunca fomos ao cinema.
Não conheço seu cão.
Você nunca me viu chorar.
Nunca vi você dirigir.
Me lembro bem da primeira vez em que não viajamos.
Não fomos jantar.
Não conheço seus amigos.
Você nunca me viu irada.
Nunca vi sua letra.
Me lembro da primeira vez em que não fomos à praia.
Não fomos ao show.
Não conheço seus discos.
Você nunca me viu triste.
Nunca vi você trabalhar.
Me lembro da primeira vez em que não passeamos.
Não fomos à festa.
Não conheço sua família.
Você nunca me viu cozinhar.
Nunca vi você ler.
Me lembro da primeira vez em que não nos vimos.
Não fomos dançar.
Não conheço seu passado.
Você nunca me viu refletir.
Nunca vi você relaxar.
Me lembro da primeira vez em que não falamos de futuro.
Nunca fomos um.
Não conheço seu presente.
Você nunca me viu ao seu lado.
Nunva vi você querer.
Me lembro da primeira vez em que não fomos nada.
Só não me lembro de ter querido ser dois.
Um em cada canto.
Você sem você.
Eu sem você.
Nós sem uma primeira vez.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

ELE NÃO LIGA?


Se ele se interessou, ele liga !!!! É isso mesmo, quando o cara quer, não tem projeto importante, morte da tia ou trânsito maluco que o impeça de te convidar pra sair.

2) Passou uma semana sem ouvir notícias dele
? Esquece, parte para outra! Ligar para saber se tá tudo bem, nem pensar! Homem que tá perdido merece ser encontrado morto no apartamento, e pelo zelador do prédio, porque os vizinhos não agüentam mais o fedor de carniça...

3) Vocês saí ram e ele não ligou mais. Foi porque você deu? Ou foi porque você não deu? Na verdade, pouco importa. Se o que ele estava a fimera de sexo, e rolou, ótimo! Sexo é que nem pizza bom-até-quando-é-ruim, e tal. Mas se você não deu, ele provavelmente não te procurou mais porque achou que ia dar muito trabalho. Ou seja, pare de se atormentar porque transou ou não!!! Duas lições: dar uma de difícil depois de uma certa
idade já era!!! RIDÍCULO é fazer tipinho!!! E além do mais, você vai se arrepender de ter dado e de não ter dado....

4) HOMENS COMPROMETIDOS
- diga não!!! A relação dele tá em crise, péssima, só falta oficializar o fim??? Ótimo! Se ele quiser continuar infeliz, dane-se! Senão, ele termina de uma vez e depois te procura,combinado?

5) Ouviu aquela clássica:
'Vc é boa demais pra mim...' Acredite, amiga! É mesmo!!!' Descarte o cidadão e pare de bancar a Madre Tereza de Calcutá!

6) NÃO TENTE
... Não dá pra namorar um cara pelo qual você não tem um mínimo de admiração.

7)TRAIÇÃO - Não continue com um cara que te chifrou se você não agüentar a onda de ser traída de novo. E olho vivo se ele já foi infiel com outras. A gente sempre acha que com a gente vai ser diferente...ESQUEÇA!

Nunca é!

E NÃO esqueça... A 'FILA ANDA'!!!

'Pior do que nunca achar o homem certo, é viver pra sempre com o homem errado'

sexta-feira, 18 de junho de 2010

CONSTATAÇÕES



Eu gosto de estralar os ossos de meus dedos....
Tirar os brincos quando ponho os pés em casa...
Conversar com minhas plantas, sapatos, imagem refletida no espelho...
Escrever compulsivamente...
Encher o saco da minha amiga e mandar beijinhos depois.
Meu guarda roupa é todo separado por cores...
Andar descalça sempre que posso...
Tirar o sapato no trabalho enquanto meus pés estão escondidinhos...
Olhar O olho da pessoa com que falo.( não nos olhos, o olho mesmo, sabe? A variação das cores, manchas, pupilas)
Comprar adesivos e adesivos para enfeitar compulsivamente minha agenda e cadernos...
Ouvir música a cada 5 segundos livre...
Ler livros, revistas, jornais, bulas, embalagem de xampu...
Fazer caretas pro espelho e rir da minha cara...
Massagear minha nuca mesmo sem dor, icomodo ou tensão...
Ficar de calcinha em casa...
Pular em cima dos meus sobrinhos só pra ouvi-lo dizer que eu sou delicada como um urso...
Andar falando sozinha...
Cada louco com as sua...